A fazenda é linda. Quem desapareceu da capa?
Na capa de A filha do artista, o trabalho vira paisagem. Mas o romance também embeleza a fazenda escravista: o problema começa quando a beleza parece explicar tudo.
A revista, por inteiro
Ideias que não terminam no dia em que foram publicadas.
Na capa de A filha do artista, o trabalho vira paisagem. Mas o romance também embeleza a fazenda escravista: o problema começa quando a beleza parece explicar tudo.
Um roteiro de A filha do artista para discutir proteção, violência e liberdade — e testar as interpretações nas passagens que mais resistem a elas.
Uma sequência personalizada de publicações oferece também uma imagem de quem pensa o quê e de quantos concordam. Experimentos recentes ajudam a separar seus efeitos sobre opiniões, hostilidade e a percepção do público.
Em Jeanne Dielman, tarefas repetidas ensinam o espectador a perceber o que uma casa exige de quem a mantém. A duração transforma pequenos desvios em acontecimentos e expõe o perigo de confundir competência com liberdade.
A fluência de uma inteligência artificial pode nos fazer organizar a vida em torno de uma promessa. De Turing a Austin, o problema é descobrir que compromisso essa frase criou e quem responde por ele.
Um insulto em A filha do artista e um elogio em Senhora mostram como ler um clássico sem entregar a ele o direito de decidir tudo por nós.
Em Maria Firmina dos Reis, Júlia Lopes de Almeida e Nísia Floresta, a liberdade esbarra numa exigência difícil de recusar: reconhecer o bem que fizeram por nós.
A escola para meninas podia abrir uma profissão, vigiar a vida da professora e antecipar o destino da aluna. Os documentos expõem diferentes promessas de emancipação pela educação.
O Álbum das Meninas combatia a limitação intelectual das mulheres e prometia conduzir suas leituras. Essa tensão ajuda a entender o poder — e o risco — de toda educação literária.
Um manual escrito com Eunice Caldas e um relatório de atividades revelam a educadora além da benfeitora: seu projeto exigia estudo, colaboração e trabalho que alguém precisava sustentar.
Em A filha do artista, uma mulher generosa defende a demora da abolição. A conversa expõe como a preocupação com a ordem faz da vida alheia uma reserva de tempo.
Anália Franco dá a Edith beleza, talento e bondade para desarmar o preconceito. Mas uma defesa tão generosa pode conservar as regras do tribunal que pretende vencer.
Uma proposta de casamento em A filha do artista promete liberdade de escolha e exige cuidado com a violência do pretendente. O romance põe à prova quem deve responder pelo desejo.
Anália Franco mostra o trabalho que sustenta a Bela Vista, mas também o transforma em beleza. Entre o terreiro e a janela, o romance disputa quem pode descansar — e quem terá de esperar.
Em A filha do artista, a passagem de uma casa onde se ensina para uma sala onde se toca muda o valor de uma formação. A música continua quando o homem sai.
Em A filha do artista, Florisa pode acolher a órfã, mas não encerrar o julgamento de Delmira. A abertura do romance separa o poder de oferecer abrigo do poder de fazer alguém ser ouvido.
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